Silvano Severino Dias
Dr. em Filosofia
@silvanoseverinodias
Na primeira carta aos Coríntios 6,19, Paulo afirmou: “Por acaso não sabeis que o vosso corpo é o templo do espirito santo?” E, no evangelho de Lucas 21,5-6 Jesus disse: “Algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. E Jesus disse:
– “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.”
A conversão é um processo contínuo de destruição e construção de si mesmo. Para isso, é preciso voltar a atenção para si mesmo, com o intuito de perceber a nossa fragilidade enquanto ser humano. Mesmo possuindo uma certa clareza acerca dos ensinamentos cristãos, participando da vida comunitário e comungando, ainda assim, alimentamos o ódio em nosso coração.
O ódio e o amor caminham juntos. Quando os nossos desejos não são realizados tal como pensamentos sentimos que a outra pessoa não nos ama. Ela sabia o que deseja, mas não fez o que queria. Essa situação repete-se em nossas relações cotidianas com o outros (na família, nas relações de trabalho e, até mesmo, nas relações amorosas). Colocamos o nosso desejo em primeiro lugar, o do outro nem sempre é levado em consideração.
Às vezes, queremos que o outro seja tão semelhante a gente que odiamos as atitudes, comportamentos e valores dele, que são diferentes dos meus. Na verdade, o que o outro possui de bom ou ruim está vinculado ao modo como eu o vejo, ou seja, tomo como referência para julgá-lo os meus valores, hábitos e conhecimentos.
Por isso, Jesus nos convida a rever as pedras (valores, crenças e “virtudes”) que utilizamos para construir os nossos referenciais de vida. É preciso aprendermos a nos esvaziamos de nós mesmos para sentir o nosso verdadeiro ser. É preciso encontrar a si mesmo(a) que está por detrás das camadas dessas pedras que acreditamos ser o que somos.
Para aprender a ver além do que vemos é preciso coragem. Em suas orações diárias, converse com o Cristo sobre as pedras que o(a) impedem de encontrá-Lo. Em suas atividades diárias procure perceber no outro algo que ainda não via positivamente.
Boa oração semanal.




